Posts Tagged ‘bauru’

A questão do uso de funções matemáticas na arquitetura é um assunto que dá pano pra manga. Fica ali, disponível para devaneios com alguma base coerente e outros mais saborosos, levados por propositais pseudo-ciências divertidas de boteco.

O ato criativo, que em muitos casos está associado a movimentos estruturais ou lógicos durante o processo, ou como parte essencial deste, anda na intimidade com a matemática e não é de hoje. Aliás, quanto mais complexo e matematico, menos vai parecer que é.

Vou esboçar um tosco resumo, pretensioso e provavelmente falho e muito curto rsrsrs…. A coisa começa, segundo a história clássica, no idealismo platonico que através da elaboração do mundo ideal, o único lugar onde a matemática é possível e perfeita, pois é dali que emana, assim como os objetos. Depois, durante correrias históricas, adquire complexidade, na propria formação cultural – eis aí a primeiro avanço da matemática em direção ao caos que filosoficamente é lindo, mas nem tanto matematicamente. Algumas pessoas não gostam de perder o controle.

Adquirem-se funções, no decorrer histórico, que apaziguam a dor matemática entre a falta de controle e o visual medíocre da geometria clássica: estamos falando das famosas fractais, poeiras de cantor, estruturas de voronoi. Este último, nem tão conhecido, sera razão para algumas imagens de lambuja: o que parece aleatoriedade artística, é aleatoriedade matemática aparente…


Um ambiente multidimensional que seria um paraíso ludico se fosse para a escala humana… baseado na função de Voronoi.

Aqui dá pra ver a escala. Imagine se isso tivesse 350m de altura… praticamente um motel style no Distrito 9…

Faça o seu também, especialmente se morar no Brasil, que não tem insetos, melhor ainda se morar próximo ou no próprio Amazonas ou Pará e locais similares onde é comum encontrar, em casa, baratas selvagens de 15cm..

Um projeto conceitual que só faz sentido na roda teórica, se você está no BRASIL. Na prática, só existe especulação imobiliária, picuinha, norma de 1560 que o D. João proclamou e mão-de-obra super qualificada… além de um dos custos mais altos do mundo /m2 de construção.

Eu amo projeto e matemática. Amo mais ainda quando você está no Brasil, e o pedreiro olha o projeto, coça a cabeça e dá uma pensada. Ou então quando você leva um troço desse na prefeitura e alguém fala assim “tem que cotar os 15cm da espessura do muro”, voltando a PRANTA pra você perder muito tempo e tesão pela profissão…

A questão do uso de funções matemáticas na arquitetura é um assunto que dá pano pra manga. Fica ali, disponível para devaneios com alguma base coerente e outros mais saborosos, levados por propositais pseudo-ciências divertidas de boteco.O ato criativo, que em muitos casos está associado a movimentos estruturais ou lógicos durante o processo, ou como parte essencial deste, anda na intimidade com a matemática e não é de hoje. Aliás, quanto mais complexo e matematico, menos vai parecer que é.Vou esboçar um tosco resumo, pretensioso e provavelmente falho e muito curto rsrsrs…. A coisa começa, segundo a história clássica, no idealismo platonico que através da elaboração do mundo ideal, o único lugar onde a matemática é possível e perfeita, pois é dali que emana, assim como os objetos. Depois, durante correrias históricas, adquire complexidade, na propria formação cultural – eis aí a primeiro avanço da matemática em direção ao caos que filosoficamente é lindo, mas nem tanto matematicamente. Algumas pessoas não gostam de perder o controle.Adquirem-se funções, no decorrer histórico, que apaziguam a dor matemática entre a falta de controle e o visual medíocre da geometria clássica: estamos falando das famosas fractais, poeiras de cantor, estruturas de voronoi. Este último, nem tão conhecido, sera razão para algumas imagens de lambuja: o que parece aleatoriedade artística, é aleatoriedade matemática aparente…Eu amo projeto e matemática. Amo mais ainda quando você está no Brasil, e o pedreiro olha o projeto, coça a cabeça e dá uma pensada. Ou então quando você leva um troço desse na prefeitura e alguém fala assim “tem que cotar os 15cm da espessura do muro”, voltando a PRANTA pra você perder muito tempo e tesão pela profissão… 

Aqui dá pra ver a escala. Imagine se isso tivesse 150m de altura… praticamente um motel style no Distrito 9…
Faça o seu também, especialmente se morar no Brasil, que não tem insetos, melhor ainda se morar próximo ou no próprio Amazonas ou Pará e locais similares onde é comum encontrar, em casa, baratas selvagens de 15cm..
Um diagrama conceitual que só faz sentido na roda teórica, se você está no BRASIL. Na prática, só existe especulação imobiliária, picuinha, norma de 1560 que o D. João proclamou e mão-de-obra super qualificada… além de um dos custos mais altos do mundo /m2 de construção.

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No livro Personal Branding, de Arthur Bender, há uma passagem interessante sobre a imagem que deixamos: se encontramos alguém num restaurante por exemplo, que conhecemos, e que está acompanhado(a) de um desconhecido, cumprimentamos essa pessoa e depois de alguns instantes somos descritos por uma frase que sintetiza a nossa imagem. “Esse cara é muito competente”, ou “É meio enrolado, mas é gente boa”, ou “É uma freira, mas ninguém diz”. Em suma, uma situação delicada, resultado do nosso trabalho e história de vida, ou ainda, resultado daquilo que mostramos para o mundo. Lá vai uma crônica:

Bauru chega na mesa do restaurante e encontra Barcelona conversando com Roma:

Barcelona – Oi tudo bem Bauru? Há quanto tempo… e aí garoto, o que faz da vida?

Bauru – Ah, to por aí… passo o dia engordando e estudando. Preciso ir no médico pois a minha pele vive descascando… é um problema crônico. Outro dia vi um carro 4×4 com um adesivo “em Bauru só de offroad”. Quase chorei. Ou nem tanto, porque o que eu ia gastar com médico eu acabei torrando com umas amigas… me diverti”

Barcelona – Ah… é crônico o seu problema?

Bauru – Nem sei… desde que nasci tenho esse problema. Agora engordando, com mais pele, acho que terei mais problema ainda.

Barcelona – Ah, desculpe Roma, deixe eu te apresentar: esse é Bauru, um primo distante brasileiro. É de lá que vem o nome desse lanche, o bauru.

Roma – Ah, nunca provei. É gostoso?

Bauru – Bom gente, vou nessa. Preciso estudar antropologia dos sem-terra e trabalhar mais tarde na lavanderia do meu tio.

Barcelona – Abraço Bauru, bom te rever. Se cuida!

(…)

Barcelona: Coitado… esse aí é uma negação… tão estudado e ate que tem competência para trabalhar. Mas não tem visão nenhuma de futuro. Não passa de um pau-mandado… Na casa dele não tem nada, só o carro mesmo. Vive enfiado no boteco, porque não tem inteligência pra encontrar outra forma de se divertir… E ele tem esse problema de pele porque a grana que ele deveria comprar remédio, adivinha onde ele gasta…

Muitas cidades estão na condição de receptáculo de seres meio viventes. É o caso de Bauru. Nasci em sampa mas moro aqui há alguns 14 anos, e pelo tamanho da cidade e obviamente pela incapacidade administrativa acumulada, (leia-se outra coisa…) a cidade tem uma infraestrutura de lazer irrisória. É um tédio, um buraco no meio do centro-oeste. Com tanta gente, e tanto espaço sobrando, começo a pensar sobre o porque de haver uma cultura não só aqui, mas em muitos lugares do mundo, de abandono da própria casa.

Pergunta-se porque uma cidade com mais de 350 mil habitantes teria tão poucas opções de lazer. A história da cidade é simples: a desagregação da malha ferroviária em detrimento do transporte rodoviário, com terceiras e distantes intenções tornou o antigo polo ferroviário uma ferida de feiura e cinismo administrativo.

A especulação imobiliária tornou a cidade uma peneira de inflação humana. Agora a cidade terá três shoppings (sem contar os microshoppings da Batista de Carvalho rsrs) e ainda assim, esperamos a versão do Ibirapuera em Bauru. na ampliação da Av. Nações Unidas, onde muita gente vai melhorar a “ocupação” da cidade.
Como bem ironizou Simão: “Bauru só tem avenida”.
Mesmo assim, a cidade vai continuar na pobreza cultural. De quem é a culpa?

Vou estrear o meu primeiro post no wordpress comentando rapidamente algum assunto trivial…
Vivo de arquitetura, pois sou arquiteto em Bauru, SP. Um polo arquitetônico, cheio de concorrentes que aumentam a cada ano (são 3 faculdades de arquitetura: Unesp, UNIP e USC). Felizmente, há trabalho para muita gente e cada vez mais clientes. Apesar de a cidade estar chegando (ou já chegou) ao ponto de saturação de profissionais/habitante, acredito que isso possa também fomentar a qualidade dos profissionais, tornando a cidade uma das referências nacionais em termos de arquitetura e construção civil.
Bauru agora é uma cidade em crescimento acelerado, cujo desenvolvimento está balanceado também pela existência de infraestrutura civil para isso (apesar da administração da cidade…)

Bom, eu reclamo mas não vou embora daqui… toda cidade tem seu lado positivo e o seu lado negativo. Nesse blog vou gastar o verbo para elogiar quando der, e falar a verdade. Sou um arquiteto em desenvolvimento e já fazem bem umas 24 horas que eu estou trabalhando… rsrs
Seguem links pra alguns trabalhos meus:
Meu site oficial
Meu blog de artes plásticas
Meu jornal do futuro
Minha neurose por tempo